28/10/2009 09:45
Os fabricantes de máquinas para construção estão de olho no volume adicional de equipamentos que será demandado para as obras levantadas no País nos próximos anos, com a vinda da Copa do Mundo e das Olimpíadas ao Brasil. No entanto, não são apenas os já instalados no País. Com o crescimento da economia brasileira, pelo destaque obtido no desenrolar da crise, assim como as projeções positivas para os próximos anos por conta do alto índice de investimento que o País receberá, produtores de todo o mundo já estão tentando ganhar espaço no mercado brasileiro.
“Hoje, grande parte dos resultados está vindo do Brasil. Nossa reputação está forte”, afirmou ao DCI, o diretor comercial da Case, do Grupo Fiat, Roque Reis. Segundo o executivo, a taxa cambial atual, com o real valorizado, tem ajudado a entrada de empresas estrangeiras, principalmente as chinesas e coreanas.
Mas mesmo com o fator do aumento do cenário competitivo para as companhias, o próximo ano está sendo visto com muito otimismo. Não só pelas projeções para os eventos esportivos, mas por conta do ano eleitoral. “Historicamente, há um incremento nesse período”, disse Reis. Em uma estimativa conservadora, a fabricante aguarda alta entre 15% e 20%.
Hoje, a utilização da capacidade instalada está entre 80% e 90% e, segundo o executivo, é para “recuperar os pedidos”, já que o primeiro semestre do ano foi um período de queima de estoques. “A recuperação da velocidade de fornecimento de componentes deve ocorrer em dois meses”, disse.
Após 2010, a expectativa é que as obras nas cidades-sede, se intensifiquem. Segundo um cálculo preliminar do diretor comercial da Case, a cada R$ 1 investido, estima-se que de R$ 0,15 a R$ 0,20 serão em equipamentos. No momento, a fabricantes está reabrindo a sua planta em Sorocaba, interior de São Paulo. A princípio, a fabricação será de colheitadeiras, mas a companhia já estuda quais equipamentos da área de construção poderão também ser produzidos lá. A inauguração oficial será no fim do ano.
Já o presidente da Volvo Construction Equipment para a América Latina, Yoshio Kawakami, também destaca o Brasil como um mercado prioritário. “Novos players estão entrando nos últimos anos. E no caso do Brasil a situação cambial favorece bastante”, disse Kawakami.
O presidente da Volvo CE afirmou que a movimentação de mercado já existe, o que traz boas perspectivas para o setor. “Essa movimentação deverá ser maior a partir do próximo ano”, disse. A maior expectativa no momento é sobre quais projetos serão lançados em 2010.
O executivo afirmou que atualmente a utilização da capacidade de produção da companhia está entre 50% e 60%, principalmente pelo excesso de máquinas em estoque. “Agora começa a ter uma recuperação da produção”, disse o presidente da Volvo CE. Por ano, os investimentos da companhia giram em torno de US$ 6 e US$ 6,6 milhões.
Projetos
De acordo com a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), apenas para sediar a Copa do Mundo em 2014, o Brasil já formou grupos de estudos para mensurar a capacidade e a necessidade de investimento em infraestrutura (energia elétrica, portos, aeroportos, mobilidade urbana, saneamento básico e telecomunicações).
Mas não só os fabricantes de máquinas para o setor de construção estão de olho nos gordos contratos que devem ser gerados com os projetos da Copa e Olimpíadas. A expectativa é que o PVC, muito utilizado em obras de saneamento, também anote incremento com os eventos esportivos no País.
Por outro lado, segundo o presidente do Instituto PVC, Miguel Bahiense, os projetos estão demorando para começar. “Os investimentos para a Copa do governo e iniciativa privada estão paradas”, disse o executivo do Instituto PVC. “Em 2010 o governo deve começar a sinalizar para onde deverão ser os investimentos e assim poderemos projetar quais setores serão beneficiados”, salientou.
Fonte: DCI
