Estudo mapeia cadeia de petróleo e gás na Baixada Santista

30/11/2011 14:44

Quais são os bens e serviços que a cadeia de petróleo e gás vai necessitar nos próximos anos? Como as micro e pequenas empresas locais podem se aprimorar para atender as demandas do setor? As respostas a estas perguntas estão no Mapeamento da Demanda e Oferta de Bens e Serviços da Cadeia de Petróleo e Gás na Baixada Santista, estudo inédito realizado pelo Sebrae em São Paulo, com o apoio da Petrobras. O levantamento foi apresentado na manhã desta terça-feira (29), em Santos (SP).

O evento teve a presença de empresários, lideranças públicas e privadas da região metropolitana. “A pesquisa traça um perfil de bens e serviços, mostrando quais são as necessidades da região. Essas informações são fundamentais para que as micro e pequenas empresas possam conhecer as reais demandas das grandes empresas de petróleo e gás e qual o plano de ação do Sebrae para apoiá-las”, afirmou Paulo Sérgio Brito Franzosi, gerente do Escritório Regional do Sebrae em São Paulo na Baixada Santista.

A Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC esteve no evento representada por seu presidente Valter Moura, também presidente da Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo, e pelo Coordenador de Relações Institucionais, Luiz Almeida.


Josephina Irene Cardelli – Gerente Escritório Regional Sebrae-SP Grande ABC, Valter Moura, Presidende da Agência GABC, Bruno Caetano – Diretor Superintendente do Sebrae-SP, Celso Amâncio – Secretário de Desenvolvimento Econômico de São Caetano do Sul

Petrobras dobra fornecedores

A Petrobras investiu, nos últimos 12 meses, R$ 2 milhões em compras só para atender as demandas da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Santos e da Refinaria Presidente Bernardes, de Cubatão. Desse total, cerca de 5% ficaram com pequenas empresas fornecedoras da Baixada Santista. Para diminuir os custos com operações logísticas e, principalmente, estimular a inserção das empresas locais na cadeia de suprimentos de bens e serviços, a meta da estatal é dobrar a participação dos pequenos negócios entre os fornecedores até 2020.

Com o objetivo de orientar as micro e pequenas empresas (MPE) da região para atenderem as necessidades da petrolífera, o Sebrae em São Paulo desenvolveu o programa Cadeia Produtiva Petróleo, Gás e Energia. A instituição elaborou, com apoio da Petrobras, o Mapeamento da Demanda e Oferta de Bens e Serviços dessa cadeia produtiva, um estudo inédito sobre as necessidade das grandes empresas do segmento de petróleo e gás, bem como as dificuldades encontradas pelas MPE nessa comercialização. O documento informa quais serão as ações de capacitação do Sebrae para os empresários de micro e pequeno portes.

O levantamento de dados incluiu a realização de 600 entrevistas com MPE que apresentam potencial para fornecer bens e serviços, 120 consultas a empresas que já são cadastradas como fornecedoras da Petrobras, além de 37 questionários respondidos por executivos das unidades da estatal e parceiros institucionais.

Os potenciais fornecedores estão divididos nas categorias de serviços (54,83%), comércio (43,17%) e indústria (2%). O estudo apontou que estas empresas registram média de funcionamento de 15 anos e evolução na força de trabalho de aproximadamente 5% durante o período analisado. Cada empresa emprega, em média, 11 funcionários. Além disso, 60% das MPE apresentam crescimento médio de 13,72% nas atividades. A pesquisa identificou também melhoras significativas no desempenho das pequenas empresas que já conseguiram tornarem-se fornecedoras do setor: o faturamento da maioria cresceu, em média, 19% e, a fora de trabalho, 14%.

Fonte: Redação

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