06/03/2015

Foto: Márcia Halben Guerra, técnica da Fundação Seade, apresenta Boletim. Crédito da imagem: Consórcio Intermunicipal Grande ABC
Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 08 de março, Boletim Especial sobre “A Inserção Feminina no Mercado de Trabalho na Região do ABC em 2014” revela, ainda que timidamente, crescimento da presença de mulheres no mercado nos últimos três anos consecutivos, com índices que passaram dos 54,1% em 2013 para 54,4% no último ano. Apesar de permanecerem minoria, a participação das profissionais chegou mais perto do número de homens, que manteve estabilidade na taxa de participação (de 70% em 2013 para 69,8% no ano passado).
O estudo – elaborado pela Fundação Seade e pelo Dieese, em parceria com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC – foi pulgado nessa quinta-feira (05).
De 2013 para 2014, a variação da quantidade de assalariadas com carteira assinada no setor privado subiu 2,3%. No setor público, o índice permaneceu estável. O assalariamento sem carteira no setor privado recuou 11,4% entre as mulheres. No caso dos homens o movimento foi contrário, com queda de 1,4% de assalariados com carteira e crescimento de 1,8% de sua participação em cargos sem carteira assinada. Entre as mulheres, houve queda do número de autônomas (4,4%), enquanto o número dos trabalhadores independentes cresceu (10,2%).
Para a técnica da Fundação Seade, Márcia Halben Guerra, responsável pela apresentação da pesquisa, apesar das dificuldades e de ainda existir desigualdade entre os sexos, 2014 foi um ano positivo para as mulheres. “A proporção de ocupações com carteira assinada aumentou e o rendimento médio real por hora também”, avaliou.
O rendimento das mulheres aumentou 4,7% de 2013 para 2014, índice maior do que o rendimento masculino, que teve incremento de 2,4% no período. Apesar disso, os homens ainda ganham mais (R$ 13,61 o valor da hora para homens e R$ 10,25 para mulheres).
Do total de ocupados na região do ABC, em 2014, 46,0% eram mulheres, proporção que não se alterou em relação a 2013. Em contrapartida, a parcela de mulheres desempregadas diminuiu de 51,3% para 50,2%, enquanto a de homens cresceu de 48,7% para 49,8%, no período em análise.
Para a coordenadora do Grupo de Trabalho Gênero do Consórcio, Maria Cristina Pechtoll, presente à apresentação do boletim, a evolução é pequena e não ocorre na velocidade pretendida, mas ainda assim é uma evolução. “Essas pesquisas nos embasam para planejar as políticas públicas. Se percebemos que a mulher ainda está em situação desfavorável no mercado de trabalho em relação aos homens, os gestores públicos precisam pensar em como reduzir essa diferença”, afirmou.
Com informações do Consórcio Intermunicipal Grande ABC
