São Bernardo dá pontapé inicial a parque tecnológico

20/12/2012 10:12

Em meio a tantas iniciativas de formação de parques tecnológicos no Grande ABC, surge mais uma com a promessa de sair do papel em breve. Ontem, São Bernardo deu o pontapé inicial com a fundação da Associação Parque Tecnológico do município. Os cinco eixos de interesse da iniciativa serão ferramentaria, automotivo (desenvolvimento de motores e carros que consumam menos energia), design (de veículos e móveis), defesa e petróleo e gás. A ideia é constituir centro de desenvolvimento de pesquisa para melhorar a qualidade de produtos e serviços oferecidos pelas empresas da região e fornecer inovação tecnológica.

Para dar os primeiros passos, a iniciativa terá sede provisória em espaço no Colégio Salete, localizado no Centro, próximo à Igreja Matriz. Segundo o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), a intenção é construir o parque no terreno da UFABC (Universidade Federal do ABC) – existe projeto de extensão da universidade para área de pelo menos 60 mil metros quadrados, porém, até que seja definido o local, o endereço da associação será na escola municipal.

Na intenção de acelerar o processo de arrecadação de fundos para financiar pesquisas, já que o MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) vai abrir edital para a constituição de parques tecnológicos no início do ano, Marinho convocou sessão extraordinária na Câmara dos Vereadores neste sábado para que os políticos possam aprovar a Lei de Inovação do município. O secretário do Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Jefferson José da Conceição, explica que a lei foi fracionada em duas etapas. A primeira, que será submetida à votação, autoriza a Prefeitura a participar do parque tecnológico, inclusive financeiramente (o Executivo será o mantenedor), com limite de R$ 500 mil para serem aplicados na iniciativa em 2013. “Também cria a figura de empresa de base tecnológica e a estrutura interna para cuidar do projeto”, explica.

A segunda etapa, que será posta ao crivo dos vereadores somente em janeiro, devido à lei eleitoral que não permite a discussão de incentivos fiscais, vai aprovar lei de zoneamento para os empreendimentos de base tecnológica e descontos no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto Sobre Serviços), que ainda serão definidos pela Secretaria de Finanças.

Investimento na iniciativa vai superar R$ 10 milhões

O secretário do Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Jefferson José da Conceição, informou que a primeira assembleia da associação ocorrerá em três meses e, até o fim do primeiro semestre, já haverá projetos.

Para iniciar as atividades e desenvolver o plano urbanístico básico, que trata da escolha do terreno e do projeto arquitetônico, Marco Aurelio Braga, consultor tecnológico da Prefeitura, também da FGV (Fundação Getulio Vargas), conta que serão necessários de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões. Para o projeto executivo, voltado a levantar o complexo e estabelecer laboratórios e maquinários, mais R$ 6 milhões a R$ 10 milhões. Os recursos serão pleiteados ao governo federal.

O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, porém, não descarta submeter a proposta ao governo estadual, que financia iniciativas como essa por meio do SPTec (Sistema Paulista de Parques Tecnológicos).

Os integrantes fundadores setoriais da associação são Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e Cisb (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro); os sindicais, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sindicato dos Químicos do ABC e Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bernardo e Diadema) e, os acadêmicos, Senai Almirante Tamandaré, Faculdade de Direito de São Bernardo, Fatec-SBC, Faculdade de Tecnologia Termomecânica, FEI, Universidade Metodista de São Paulo e UFABC.

Fonte: Diário do Grande ABC

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