Vendas das pequenas crescem 8,6% no bimestre

11/04/2012 10:58

As micro e pequenas empresas do Grande ABC venderam 8,6% a mais no primeiro bimestre do que no mesmo período do ano passado, o que corresponde a acréscimo de R$ 232 milhões em seus caixas. Isso é o que aponta o estudo indicadores Sebrae-SP.

Embora o levantamento não apresente dados por setor para a região, é possível correlacionar. Os segmentos que tiveram melhor desempenho no período foram comércio e serviços, com altas no faturamento de 12,3% e 7,4%, respectivamente.

Na comparação de fevereiro contra janeiro, as micro e pequenas da região tiveram expansão de 3,3%, com ganhos de R$ 47,7 milhões. O impulso veio da indústria, que no período registrou alta de 10,2%. Isso não significa, porém, que o setor esboçou reação. O resultado foi expressivo porque a base de comparação é depreciada; em janeiro, a maior parte do segmento concede férias coletivas aos seus funcionários e a produção praticamente para e, consequentemente, as vendas diminuem.

Em relação a fevereiro do ano passado, as MPEs apresentaram faturamento 4,3% superior, com receita de R$ 60,8 milhões maior. O comércio foi o ramo com melhor desempenho, e com vendas 13,5% maiores.

Na avaliação de Pedro João Gonçalves, consultor do Sebrae-SP, fevereiro foi um bom mês para as MPEs do Grande ABC. “A região hoje está com comportamento próximo ao do Estado. E isso é positivo. Comércio e serviços estão puxando os bons resultados e a indústria está um pouco atrás”, afirma. “Não dá para dizer que o setor está em processo de recuperação, mas em estado de observação.”

A indústria segue sofrendo com a enxurrada de importados, facilitada pelo dólar na casa de R$ 1,80. Para ser mais competitivo, o setor pede que a divisa norte-americana supere os R$ 2.

PERSPECTIVA – Para Gonçalves, a situação das micro e pequenas empresas deve melhorar a partir do segundo semestre, por conta das reduções da taxa básica de juros. A Selic atualmente está em 9,75% ao ano, vem sendo reduzida desde agosto, quando chegou a 12,5% ao ano. Os efeitos das reduções, porém, levam pelo menos seis meses para serem sentidos.

“A diminuição dos juros aquece a demanda interna por bens e serviços e, consequentemente, melhora as vendas financiadas da indústria para o comércio”, explica o consultor do Sebrae-SP. “As empresas mais organizadas terão mais condições de tomar empréstimos”, complementa o consultor.

Quanto às expectativas dos empresários, em março 49% dos entrevistados acreditavam na manutenção da receita da companhia, ante 47% no mesmo mês do ano passado. Quanto à melhora no nível de atividade econômica, 52% tinham boas perspectivas, frente a 49% em 2011.

Fonte: Diário do Grande ABC

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