12/04/2012 10:53
Os empreendimentos da Incubadora Pública de Economia Popular e Solidária de Santo André terão um espaço para aprimorar as técnicas de confecção dos produtos e para comercializar. Com esse objetivo foi inaugurado o Centro Público de Economia Solidária na tarde desta terça-feira (10/04) na Rua Campos Sales, nº 578, Centro.
O espaço funcionará de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h e oferece cerca de 200 produtos para comercialização. São itens como roupas, chaveiros, quadros, vasos, colares, bolsas, porta lápis, bonecas, porta guardanapo, entre outros. A peça mais em conta é um chaveiro de R$ 4 e a mais cara , uma mesa feita de jornal por R$ 200.
São cerca de 20 empreendimentos com aproximadamente 30 pessoas que já estão expondo no local. Outras cem participarão de um chamamento público realizado pelo Prefeitura na Incubadora Pública de Economia Popular e Solidária e também participarão do projeto.
“Este espaço é a realização de um sonho. Agora vamos poder aperfeiçoar o nosso trabalho através de oficinas e cursos ministrados aqui e poderemos comercializar os nossos produtos”, disse a coordenadora da Raes ( Rede Andreense de Economia Solidária), Ana Rosa dos Santos.
Os cursos serão ministrados de acordo com a necessidade dos empreendedores. “O grupo irá avaliar a necessidade e vamos oferecer a formação ou aperfeiçoamento. Vamos ensinar a colocar preço e comercializar, já que alguns podem não ter esse conhecimento que é fundamental para o negócio dar certo. Por isso, não temos uma agenda de cursos fechada, vamos oferecendo de acordo com a necessidade ou novidades que podem ser inseridas”, disse a diretora do Departamento de Geração de Trabalho e Renda, Monica Mandarino.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Camilo de Lelis Arnaldi, afirmou que a expectativa é que a renda do primeiro mês seja de um salário e meio, e que em dois meses esse valor dobre. “Não temos nenhum espaço como este no ABCD, que oferece formação e comercialização, por isso, não temos muitos parâmetros. Mas, como os trabalhos são extremamente primorosos e com preços bons, acredito que a renda dobre em dois meses. O espaço está bem localizado e é uma questão de divulgação para pegar’”.
Os ramos são artesanato, confecção e alimentação. Cada atividade será responsável por administrar as vendas dos seus itens. “Todos somos responsáveis pelo espaço, mas a renda será dividida entre os ramos. Por exemplo, se o artesanato vender R$ 300, será dividido entre os empreendedores deste ramo”, explicou Ana Rosa.
As peças são, em sua maioria, confeccionadas com material reciclável como jornal, madeira e tecidos. A ideia é que o espaço esteja atrelado a melhoria do meio ambiente. “Não são somente artesanatos, mas sim, como uma ideia ecológica e sustentável. Transformamos o que seria lixo em arte, bem feita e moderna”, afirmou a coordenador da Raes.
Os móveis do espaço foram confeccionados pelos empreendedores, todos nesta linha ecológica. As prateleiras eram gavetas velhas, que iriam ser doadas, uma escada que estava velha virou parte do equipamento da vitrine, caixotes de feira são as poltronas.
“Como o espaço tem esse perfil ecológico não terá problema de conflito ou divisão de vendas com a feira de artesanato que ocorre na Praça do Carmo e no Paço Municipal. Tem público para ambos empreendedores. Queremos é tornar o município sustentável e isso não significa meio ambiente, mas sim sustentabilidade, significa dar condição ao ser humano de se sustentar”, disse Monica.
A expectativa é de que em seis meses sejam cerca de 400 pessoas participando da Incubadora Pública de Empreendimentos Solidários. “Acreditamos que com este espaço e suporte, vamos despertar outras pessoas para fazer parte desse grupo”, afirmou o secretário.
Os interessados precisam se inscrever na Prefeitura para um novo chamamento público, que ainda não tem data definida para ocorrer.
Fonte: ABCD Maior
