15/09/2010 09:01
Tudo indica que os aportes de empresas que atuam no mercado brasileiro para a área de tecnologia superem em 33% os realizados na Rússia e na Índia. Segundo dados da consultoria Gartner, para ter uma ideia do volume de investimentos, até este ano, essas companhias devem aportar US$ 101, 3 bilhões para melhorar sua infraestrutura tecnológica. “O Brasil está bem posicionado na área de tecnologia e tem potencial para sair à frente dos BRIC [sigla de Brasil, Rússia, Índia e China]”, afirmou o vice-presidente sênior da consultoria, Peter Sondergaard.
Hoje os gastos das empresas com tecnologia representam 9,6% do Produto Interno Bruto (PIB), contra uma média de 6,1%, nos países do BRIC, segundo Sondergaard. “Temos uma expectativa de crescimento de cerca de 5,7% na comparação deste ano com 2009.”
Se considerados apenas os gastos dos consumidores finais em telecomunicações, tudo indica que estes aportes devem chegar a U$ 134,2 bilhões até 2014, numa taxa de crescimento média de 7,3% ao ano.
Entre os responsáveis pelo crescimento do interesse das empresas por soluções tecnológicas, está o cenário otimista da economia e a evolução do segmento de Pequenas e Médias Empresas (PMEs).
“A tecnologia se tornou uma ferramenta essencial para agregar valor e suportar o crescimento de receita dessas empresas”, comentou.
Segurança
Apenas na área de software para segurança o Brasil movimentou mais de US$ 200 milhões em 2009, segundo a consultoria Internet Data Corporation (IDC). Ao ver delinear-se este cenário favorável no Brasil, a norte-americana AlertBoot investiu R$ 1 milhão para abrir um escritório próprio em São Paulo.
Segundo o presidente regional da companhia, Rodrigo Moura, a meta da empresa é fechar este ano com 20 mil licenças vendidas e trabalhar para ter 80 mil licenças no mercado brasileiro até o final de 2011. “Estima-se que serão vendidos mais de 16 milhões de computadores no País no próximo ano, então é fácil entender o porquê de montar uma base aqui.”
Na área de tele e webconferência, por exemplo, a ClaireConference percebeu que seu mercado que não poderia manter apenas grandes corporações em sua lista de clientes e resolveu partir para cima das pequenas e médias empresas (PMEs), que hoje representam 12% das receitas da ClaireConference. De acordo com a empresa, a ideia é dobrar esse percentual e chegar a US$ 6 milhões em faturamento neste ano. Para o diretor da empresa, Maurício Farias, em cinco anos esse segmento poderá dar à empresa uma margem de lucro ainda maior do que as grandes dão hoje.
Fonte: DCI
