Número de falências decretadas diminui no ABC

26/02/2010 10:37

Desde a promulgação da Nova Lei de Falências, em junho de 2005, o número de falências decretadas em todo o País vem diminuindo. Segundo o Serasa Experian, no ano de 2009 foram totalizadas 908 ocorrências, 61 a menos do que no ano anterior. No ABC os números também caíram: em 2008 foram registradas 34 falências e no ano passado 27 empresas tiveram a falência decretada.

Em contrapartida, os pedidos de falência foram bastante solicitados em 2009, seja como instrumento de cobrança ou devido às incertezas enfrentadas com a crise econômica mundial. Foram registrados aproximadamente 2,4 mil pedidos (1,5 mil de micro e pequenas empresas) no ano passado, contra 2,2 mil em 2008.

A cidade da região com maior número de pedidos de falência é Diadema. Em 2009, 24 empresas abriram pedido de falência, no entanto, apenas cinco destas tiveram o pedido aceito. Um ano antes, foram registrados 22 pedidos de falência e oito decretos. São Bernardo tem a situação parecida: no ano passado foram contabilizados 21 pedidos de falência e seis empresas tiveram falência decretada. Em 2008, 17 empresas pediram falência e 10 destes foram aceitos.

Santo André contabilizou 18 requerimentos de falência entre as empresas da cidade e oito decretados em 2009, já em 2008 foram apenas 10 pedidos com 11 falências decretadas. No município de São Caetano foram registrados 13 pedidos de falência, sendo dois destes aceitos em 2009. No ano anterior seis empresas deram entrada ao pedido de falência e três obtiveram o decreto.

Na cidade de Mauá nove empresas solicitaram falência nos anos de 2008 e 2009. No ano passado duas empresas tiveram falência decretada e um ano antes apenas uma empresa. Em Ribeirão Pires foi registrado uma falência decretada em 2009 e outra em 2008, considerando que o município teve três pedidos no ano passado e duas solicitações no ano anterior.

Falta de planejamento é principal problema
A falta de um planejamento adequado no momento da abertura de um negócio é, de acordo com o analista do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), José Roberto Rodrigues Silva, um dos erros mais cometidos pelas pessoas, além de ser uma das principais causas de falência entre as microempresas.

“Primeira coisa a fazer é observar a ideia e perceber se tem afinidade e conhecimento na área. Depois disso é preciso elaborar um plano de negócios para identificar o publico alvo e as formas de se aproximar dele”, observa Silva. De acordo com ele, o produto tem que casar com o perfil do publico alvo e é importante saber identificar um ponto comercial ideal para o negócio.

A dica do analista para o negócio não ficar ‘às moscas’ é estruturar os custos. “A parte de gestão é importante, as pessoas vão muito no ‘olhometro’ e isso não funciona”, destaca. O ideal é levantar o investimento total do projeto para não ter desagradáveis surpresas com o tempo. “Quando se está começando, esse dado é fundamental para não recorrer a dinheiro de banco, que é muito caro e com juros altos”, observa.

Fonte: Natalia Fernandjes – Repórter Diário

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