03/05/2010 11:50
O empresariado do Estado de São Paulo realizou, na última sexta-feira, dia 30 de abril, a sua Convenção Anual, no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP. O tema principal escolhido para 2010 foi “Inovação como fator de Competitividade”.
O Presidente do CIESP/ FIESP, Paulo Skaf, destacou logo na abertura do evento que a mudança de cultura dos empreendedores é necessária para que a indústria brasileira ganhe novos mercados e alcance ainda mais destaque internacional. Em recente estudo publicado pela escola mundial de negócios Insead, o Brasil despencou de 50º para 68º no ranking mundial de países inovadores, ficando atrás inclusive de outras nações latino-americanas como Costa Rica, Chile e Uruguai.
Segundo Skaf, esse é um assunto estratégico e precisa ser debatido e priorizado pelas empresas. “Nessa competição global a inovação vai fazer a diferença. O empresário não deve encarar inovação como despesa, e sim como investimento”, destacou Skaf. O presidente disse ainda que o empresário deve ser o protagonista desse processo, cabendo ao governo induzi-lo “ao simplificar [o acesso às verbas de instituições de fomento] para estimular o investimento em inovação”.
Custo Inovação
Dando início aos debates, o Diretor Titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da FIESP, José Ricardo Roriz Coelho, apresentou uma pesquisa a qual classificou como um índice de “custo inovação”. O estudo enumerou as dez maiores dificuldade que, de acordo com os empresários, entravam o investimento em pesquisa de produtos e processos. São elas: carga tributária alta; taxa de juros elevada; instabilidade do câmbio; escassez de recursos; elevado nível de exigência das agências de fomento; difícil aquisição de maquinário; incertezas da demanda de produtos e processos inovadores; prazos e carências inadequadas.
Outro dado chamou a atenção: das empresas ouvidas no estudo, apenas 7% não tinham algum débito com poder público, ou seja, podem usufruir plenamente dos recursos públicos destinados ao incentivo à inovação. O grande montante delas (93%), na verdade, estaria então à margem desses benefícios.
Os representantes de entidades de fomento e de governo presentes (FINEP, BNDES e Governo do Estado de São Paulo) reconheceram a dificuldade de diálogo com o setor privado. O Secretário de Ensino Superior do Estado, Prof. Carlos Vogt, enfatizou que todos os setores devem estar contemplados por ações focadas em inovação. “A criação de uma cultura inovadora na sociedade é hoje o grande desafio para termos de fato uma política de inovação com resultados concretos”, concluiu Vogt.
Grande ABC
A Região fez-se também representada na Convenção Anual do CIESP, tanto por poder público, empresas e universidades. Compareceram ao evento o Secretário de Desenvolvimento Econômico de Diadema e coordenador do Grupo de Trabalho do Polo Tecnológico do Grande ABC, Luís Paulo Brescianni; o Gerente de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Pires, Marcelo Liochi; o Diretor do CIESP São Caetano do Sul, William Pesinato; e a Coordenadora do Curso de Engenharia de Alimentos da Fundação Salvador Arena, Profa. Luciana Borin de Oliveira.
Fonte: Filipe Rubim – Agência Grande ABC
