14/06/2013

Luiz Moan (esq.), presidente da Anfavea, e Rafael Marques (dir.), presidente do Sindicato, em encontro realizado na sede da Associação
O fortalecimento do setor de autopeças é uma das preocupações compartilhadas pelos presidentes da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, e da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Luiz Moan. O assunto foi um dos temas abordados por eles hoje (14/06), no encontro realizado na sede da Associação.
Na oportunidade, tanto Marques como Moan manifestaram a intenção de buscar alternativas para o setor, considerado de fundamental importância para a cadeia automotiva. “Fortalecer as autopeças, que é uma antiga bandeira de vocês, passou a ser da Anfavea também. Sem a indústria de autopeças não há razão para ter montadora”, ressaltou Moan.
A reunião de hoje foi a primeira com o dirigente do Sindicato após a posse de Moan, que assumiu a Anfavea em abril. Durante o encontro, Marques entregou ao presidente da Associação uma proposta elaborada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para a criação de um Programa Nacional de Renovação da Frota de Caminhões. O sindicato defende que o governo federal tome a frente do programa. O presidente da Anfavea demonstrou interesse em conhecer a proposta e ressaltou que tem o entendimento de que a renovação é necessária.
Marques falou também sobre o trabalho que está iniciando como diretor presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC e ressaltou a importância de manter uma interlocução constante com os diversos setores que pensam a economia da região e do País. “A conversa com a Anfavea é sempre uma conversa olhando o futuro do País, pensando o Brasil novo, que leva em conta que os trabalhadores, as empresas e o País têm de progredir em conjunto”, reforçou Marques.
Demanda constante – O debate sobre a renovação da frota de caminhões começou em 1996, quando o Sindicato encomendou o primeiro estudo sobre o setor para a Subseção do Dieese. Desde então, os relatórios são atualizados para comprovar a necessidade de uma política que estimule a modernização do segmento. A frota de caminhões no Brasil soma 1,7 milhão de unidades, sendo 53,2% de empresas e 46%, de autônomos, segundo levantamento da Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, feito em maio de 2012. Os Metalúrgicos do ABC representam 80% dos trabalhadores do segmento no País e a região participa com 55% do total da produção nacional dos caminhões e com 61% das exportações.
Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
