19/05/2010 14:54
Acredito que este será o melhor ano para a geração de empregos. A previsão inicial era 2 milhões de empregos em 2010, mas a tendência é que sejam criados 2,5 milhões, um recorde na história do País. O Brasil cresce de forma homogênea em todo os setores. Alguns setores puxam essa geração de emprego, como o de serviços, que é muito forte no País. A construção civil também está em um momento muito bom. Em todas as regiões, essa é a área que gera mais emprego e tem crescido fortemente. Atualmente oferecemos, para os beneficiários do bolsa-família, um curso de capacitação nesse setor. São mais de 200 mil trabalhadores participantes.
O governo tem buscado incentivos fiscais, isenções de impostos e investido em obras de infraestrutura para que as empresas comecem a expandir e buscar financiamentos. O Brasil está produzindo muito, hoje é o maior produtor e exportador de gado bovino e de frangos e o segundo maior exportador de carne de suínos. Além de ser o maior produtor de soja, de café, e o segundo maior produtor de avião. É o País que vende mais carros no mundo em plena crise.
Em 2010 temos duas demandas acontecendo. As demissões estão sendo transformadas em recontratações e as compras que não aconteceram em 2009, aumentaram fortemente do final do ano passado para 2010. Há também a reposição de trabalhadores para a reposição de estoques. A crise obrigou o governo a agir rapidamente, como diminuir a taxa de juros, fazer isenções para setores estratégicos que tinham demanda internacional reprimida. Com isso saímos da crise e geramos um milhão de empregos em 2009. Em 2010, tudo caminha bem e a inflação está sob controle. O caminho é gerar emprego e investir.
Olimpíadas e Copa – A vinda das Olimpíadas e da Copa do Mundo para o Brasil é estratégica e fundamental. Primeiro, porque o País tem belezas naturais incomparáveis com qualquer outra parte do mundo. Todos que vierem não ficarão limitados a assistir os jogos. Com certeza vão viajar pelo País para conhecer as nossas riquezas naturais. Isso permitirá um crescimento na geração de emprego e na distribuição de renda. O setor de serviço será o mais beneficiado. Esses dois eventos gerarão emprego e trarão mais riqueza para o País.
Qualificação Profissional – A qualificação profissional é um grande desafio para o País. Temos tentado, inclusive em parceria com os estados e prefeituras, investir mais nessa área. A previsão para esse ano é qualificar mais de um milhão de trabalhadores. Mas, ainda assim, é muito aquém do necessário. Precisávamos ter capacitação para cerca de cinco milhões de trabalhadores. Esse é o grande gargalo do mercado de trabalho, e penso que não só o governo, como a iniciativa privada, tem que priorizar a qualificação.
No Brasil não existia a cultura do curso profissionalizante, que consegue ensinar o trabalhador num curto tempo a aprender ou desenvolver uma aptidão. Temos a cultura do diploma universitário ou dos cursos profissionalizantes de médio prazo, que duram em média dois anos. Mas os cursos de aperfeiçoamento de curta duração, com cerca de 250 horas/aula, são os que o mercado de trabalho mais precisa hoje. Na área de construção civil, por exemplo, faltam mestres-de-obras, eletricistas.
Veja a entrevista http://www.youtube.com/tvnbr#p/u/5/hXo9EBdQBCQ
Fonte: SECOM
