Diadema entra no programa Minha Casa Minha Vida

31/08/2011 11:37

A Prefeitura de Diadema e a Caixa Econômica Federal (CEF) vão assinar hoje um projeto habitacional no âmbito do programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, destinado a famílias enquadradas na faixa 1 (renda familiar 0 a 3 salários mínimos).

Para as obras, serão investidos R$ 13,6 milhões para construção de 232 moradias no bairro do Campanário. Essa é a primeira vez que a cidade recebe um empreendimento do tipo MCMV.

Com previsão de conclusão de um ano, o projeto será edificado na Rua Gema, e as residências terão, em média, 42 m², com dois dormitórios, distribuídas em 20 blocos de cinco.

Missão

A partir desse projeto, o município reforça a missão da sua política pública de habitação em reduzir o déficit habitacional, que atualmente é de 9,5 mil moradias. Deste total, 4,4 mil famílias constituem o déficit focalizado, prioritário no âmbito da política pública de habitação de Diadema, pois estão situadas em áreas com adensamento excessivo, áreas de preservação ambiental e áreas de risco, inclusive àquelas localizadas às margens de rodovia.

O Município de Diadema assinou o termo de adesão para o programa MCMV em maio de 2009. Além disso, a Administração também criou um projeto de lei para a incorporação de novas Áreas Especiais de Interesse Social (AEIS) no Plano Diretor.

Diálogo

O encaminhamento dos projetos para o MCMV ocorreu devido a uma sequência de ações importantes, mas principalmente ao diálogo sobre terrenos particulares e públicos com os movimentos de moradia e empreendedores da iniciativa privada e com a Caixa Econômica Federal.

Até o momento, foram apresentados à Prefeitura de Diadema 18 projetos de habitação para análise. Deste total, cinco projetos, já com alvará de construção da prefeitura, estão em análise na CEF. São dois projetos para famílias de zero a três salários mínimos e três projetos para famílias de três a seis salários mínimos

O programa

A inserção do programa do governo federal em Diadema acontece ainda nos parâmetros da primeira fase do projeto, ou seja, calculando o salário mínimo necessário para a aquisição de um imóvel com a base da remuneração de 2009.

Este ano, a presidente Dilma Rousseff já alterou os valores para o enquadramento no programa, mas analistas de mercado ainda acham o ajuste pequeno para a inserção de mais famílias.

Para Sergio Watanabe, presidente do SindusCon-SP a viabilidade do programa também é questionável, uma vez que em São Paulo, por exemplo, as empresas não conseguem atender às classes mais baixas. “A capital paulista tem o maior déficit habitacional do País. A primeira fase do MCMV contratou um número de moradias muito inferior ao necessário, apenas 6 mil. Para que a segunda fase tenha êxito é necessário rever o teto proposto pelo governo”, afirma.

Demanda

Para Sérgio Rezende, consultor da BN Business, essa demanda da capital em pouco tempo chegará no ABC. “É uma questão de transferência da demanda, com a economia aquecida o crescimento populacional, futuramente as cidades do ABC também estarão aquecidas.” O especialista explica que hoje as construtoras não conseguem erguer empreendimentos no na capital paulista pelo valor do MCMV, devido ao preço dos terrenos, gargalos na mão de obra e custo operacional, e isso deve se arrastar para o ABC em alguns anos. “Devido a pressão da construção residencial na capital, muitas incorporadoras focaram no ABC, e isso aumentará a demanda, e os valores na região em alguns anos”, explicou.

Fonte: DCI

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