Convênio viabiliza a construção de 840 apartamentos em Mauá

17/01/2013 13:41

Com déficit de aproximadamente 21 mil moradias, Mauá avança na construção de habitações para a população de baixa renda. O MSTU (Movimento dos Sem Terra Urbano) assinou com a Caixa Econômica Federal e com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) convênio que irá viabilizar 840 apartamentos na Vila Feital para pessoas cuja renda familiar é de até R$ 1.600.

O terreno já foi comprado e o convênio assinado pelo movimento e governos no início deste mês. A partir de agora, serão 18 meses para que o Condomínio Alto de Mauá seja entregue às famílias. A parcela mensal para os futuros moradores irá variar de R$ 60 a R$ 120, e só será cobrada depois que as famílias se mudarem.

Para que o convênio pudesse ser firmado, a Caixa Econômica, financiadora do governo federal, se colocou como principal credora e irá financiar R$ 80 mil por unidade. Já o repasse da CDHU será de R$ 20 mil por unidade. O financiamento está sendo feito por meio do Minha Casa, Minha Vida Entidades, que firma convênio com organizações pró-moradia, em parceria com o programa Casa Paulista, do governo do Estado, e que tem o mesmo mote.

Investimento – O convênio tem investimento total de R$ 71,4 milhões, sendo que, desses, R$ 54,6 milhões vêm da Caixa e R$ 16,8 milhões do Casa Paulista.

As unidades terão área total de 61,21 metros quadrados e incorporam as melhorias estabelecidas como diretrizes de qualidade da Secretaria de Estado da Habitação junto ao programa federal Minha Casa, Minha Vida. Entre essas melhorias estão área de lazer, piso cerâmico em todos os cômodos, azulejos nas paredes da cozinha e do banheiro e medição individualizada de água. As obras, a serem iniciadas em agosto próximo, devem estar finalizadas até julho de 2015.

O coordenador nacional do movimento e vereador em Mauá, Cássio Severino (PDT), afirma que o processo que culminou no convênio levou cerca de um ano e meio e contou com a participação de boa parte das famílias cadastradas para receber o benefício.

“O processo de luta aqui em Mauá é muito longo. Talvez conseguíssemos fazer as moradias apenas com o financiamento da Caixa, mas não nos moldes que queremos. Os apartamentos são maiores do que apartamentos vendidos pelas construtoras, e isso foi discutido. Demoramos mais para fazer um bom contrato. O Estado entrou nessa discussão recentemente”, afirmou o coordenador.

Fonte: ABCD Maior

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