Empresas da indústria gráfica querem mudar o perfil de gestão do setor

01/07/2010 15:30

Integrantes do Projeto Setorial da Indústria Gráfica do Grande ABC e Baixada Santista querem mudar o perfil de gestão do setor gráfico na região. Formado por iniciativa do Sindicato das Indústrias Gráficas do Grande ABC e Baixada Santista (Singrafs) com apoio do Escritório Regional do Sebrae-SP na região, o grupo conseguiu unir, desde o ano passado, 20 micro e pequenos empreendimentos para fortalecer as ações do segmento e atualmente estão criando o Polo Gráfico, ou seja, constituindo uma empresa que represente a todos com o objetivo de atenderam com qualidade às grandes demandas do mercado. O histórico do grupo e os serviços oferecidos por estas empresas estão sendo apresentados, com o apoio do Sebrae-SP, na Expoprint Latin America 2010, o maior evento do segmento na América Latina que termina hoje em São Paulo.

Precursores da ação envolvendo o setor no Estado, os integrantes investem na apresentação do projeto durante o encontro para aumentar a equipe, que hoje conta com 18 empresas do ABC e duas no litoral. “É uma excelente forma de exposição do nosso trabalho para pessoas do Brasil inteiro e para estrangeiros. Vamos mostrar como nasceu o Polo Gráfico, que nos propicia atender aos grandes clientes em conjunto”, explica Adriano José de Souza Assis, coordenador do Polo Gráfico e proprietário da Gráfica Bartira.

O empreendedor afirma ainda que a participação na feira possibilitará tanto arregimentar novos empresários como acompanhar as tendências do setor e conhecer novas tecnologias, buscando maior competitividade.

Marcelo Alciati, do Escritório do Sebrae-SP no Grande ABC, gestor do projeto, reforça a importância do grupo participar de um evento que antecipa os últimos lançamentos do segmento. “O setor gráfico é foco estratégico de atuação do Sebrae-SP. Trata-se de uma oportunidade, já que a feira ocorre a cada dois anos no Brasil e ocorre em um momento de aquecimento econômico neste setor, viabilizando aos empresários uma condição favorável de aprendizado e crescimento do segmento no ABC”, explica.

As necessidades do setor gráfico compreendem desde a dificuldade de aquisição de maquinário, de tecnologias relacionadas à área e de atualização de software e hardware. A feira tem cerca de 400 expositores e receberá a visita de 30 mil profissionais, sendo 15% deles estrangeiros. O evento termina hoje no Pavilhão Transamérica Expo Center, em São Paulo.

União gera produtividade e competividade

Desde 1993 o Escritório Regional do Sebrae-SP no Grande ABC trabalha com o setor gráfico, identificando problemas e propondo soluções. Os empreendedores do segmento passaram inicialmente por um ciclo de meses de treinamento proporcionado pelo Sebrae-SP. “Nosso objetivo é ter 60 empresas do setor gráfico envolvidas no projeto”, afirmou Antonio José Simões Vieira Gameiro, presidente da Singrafs.

No final de 2009 o Sebrae-SP promoveu uma oficina de planejamento participativo para estruturação e indicação de metas e objetivos do grupo. A partir de então, as empresas formaram um “pool” que vem permitindo um trabalho integrado de troca de experiências e serviços.

“Não tem gráfica tão grande que não precise de alguém e não tem gráfica tão pequena que não possa ajudar alguém”, destacou Gameiro. Para a gerente do Sebrae-SP no Grande ABC, Josephina Cardelli, a união do grupo proporciona condições para que as empresas agilizem a produtividade e fortaleçam, consequentemente, a competitividade no mercado.

Edneide Corts, da Planform Gráfica e Editora, concorda com a gerente do Sebrae-SP e já vê o resultado dos trabalhos. “Estamos fazendo muitas parcerias. Há empresas que não têm o meu tipo de maquinário e, por conta do trabalho em grupo, me encaminham os serviços. Antes eu tinha um vendedor interno. Hoje tenho 19 empresas vendendo pra mim. Por outro lado eu faço também a venda para os parceiros”, ressaltou.

Ana Petricelli, da Gráfica Petricelli, também destaca a mudança de cultura proporcionada pela união das empresas. “No início tínhamos todos como concorrentes e hoje nos vemos como parceiros”.

Alessandro Coelho, da NSC Embalagens, reforça que o fortalecimento do projeto ajuda a empresa a ampliar as possibilidades de negócios. “Eu já aprendi, como empreendedor, que eu posso atender melhor ao cliente, porque vejo um grupo de empresas que podem oferecer o que é necessário naquele momento”, disse.

“Nossa intenção é dar um choque de gestão, mudar a cara da gestão da gráfica no ABC e até no País. Formamos uma parceria fantástica com o Sebrae-SP”, finaliza o coordenador do Polo Gráfico.

Fonte: Redação

Notícias relacionadas