08/03/2010 17:25
A primeira oficina para discutir aspectos relacionados ao trabalho decente no ABCD, que antecede a Conferência Regional sobre o tema, foi realizada em Mauá nesta sexta-feira (05/03), com ênfase para os problemas sociais do município. A cada semana uma cidade da Região realizará evento semelhante para levantar dados ligados às condições de trabalho no município.
Os índices apresentados no primeiro encontro mostraram que a renda per capita de Mauá, baseada no salário mínimo, é de 1,82. Já no Estado de São Paulo, a renda é de 2,92. Na classificação, Mauá está entre os municípios com níveis de riqueza elevados, mas não exibe bons indicadores sociais. É o caso das condições de vida da população da cidade. Um total de 7,45% da população tem renda per capita de até um quarto do salário mínimo. Já aqueles que vivem com meio salário somam 14,85%.
Os domicílios com famílias sem rendimentos chegam a 14,2% no município. “Temos de estudar o trabalho decente na cidade para que esses níveis não sejam elevados. Pelo contrário, que melhorem as condições de vida da população”, falou o secretário de Trabalho e Renda de Mauá e coordenador do GT (Grupo de Trabalho) do mesmo tema do Consórcio Intermunicipal, Edilson de Paula.
A estimativa de famílias carentes, em situação de pobreza ou extrema pobreza – que recebem entre metade e um quarto do salário mínimo – na cidade é de 40.599. As famílias registradas no cadastro único para programas sociais do governo federal chegam a 23.883.
A assessoria de Políticas Públicas e Sociais do Sindicato dos Químicos do ABC, organizador do evento, apresentou dados relacionados ao trabalho e renda no município. São 58,5 mil trabalhadores com carteira assinada em Mauá e 19,7 mil desempregados. Os trabalhadores informais ocupam o maior espaço no município: 94,5 mil pessoas.
Na discussão que reuniu cerca de 50 representantes de instituições tripartite foram escolhidos quatro eixos para serem levados à conferência: trabalho e renda, proteção social, igualdade e oportunidade e tratamento e diálogo social.
O presidente da Acata (Associação dos Catadores de Mauá), Armando Octaviano Júnior, esteve presente e disse que sofre preconceito da sociedade pelo trabalho. “Espero que essa conferência possa trazer mais respeito aos trabalhadores, além de a OIT (Organização Internacional do Trabalho) regularizar a nossa profissão”, finalizou.
Confira as datas das próximas oficinas sobre trabalho decente:
16/03 – São Bernardo
23/03 – São Caetano
29/03 – Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires
09/03 – Santo André
13/03 – Diadema
Fonte: Deise Cavignato – ABCD Maior
