Crédito do Banco do Povo sobe 270%

03/09/2012 11:40

Os profissionais liberais, empreendedores individuais e microempresários da região estão tomando cada vez mais crédito. De acordo com dados do Banco do Povo Paulista, levantados pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo a pedido da equipe do Diário, os empréstimos concedidos ao Grande ABC de janeiro a julho cresceram 270%, na comparação com o mesmo período de 2011. Foram desembolsados desde o início do ano R$ 2,080 milhões. O volume de contratos assinados também subiu substancialmente, saltando de 140 para 402, alta de 187%.

Na avaliação do diretor executivo do Banco do Povo Paulista, Antonio Mendonça, o expressivo crescimento se deve à facilidade no acesso aos recursos, à divulgação realizada pelas prefeituras (os órgãos geralmente ficam instalados nos prédios das administrações públicas) e aos juros baixos (0,5% ao mês – antes a taxa era de 0,7%, mas desde novembro do ano passado foi diminuída).

Outro motivo apontado por Mendonça é a restrição do acesso ao crédito nos bancos, que predominou durante os primeiros meses do ano. “Sem contar que esse perfil de trabalhador dificilmente consegue empréstimo em bancos comerciais e, quando consegue, paga altas taxas de juros.”

Para o diretor, o potencial do Grande ABC “é enorme”. “Temos um longo caminho a percorrer para atender cada vez mais empreendedores na região.” Prova da força das sete cidades é que São Bernardo ocupa a nona posição no ranking de municípios que mais emprestam recursos do Banco do Povo Paulista em todo o Estado. “Se excluirmos a Capital, que é a que mais oferece crédito, a cidade fica na oitava posição. Desde 2000, quando foi inaugurada unidade em São Bernardo, já foram injetados R$ 10 milhões na economia local.”

O Banco do Povo Paulista empresta dinheiro a trabalhadores formais ou informais, desde que comprovem atividade produtiva e faturem até R$ 360 mil por ano. Podem solicitar os recursos profissionais de áreas diversas: mecânicos, ambulantes, pedreiros, confeiteiros e artesãos, entre outros.

Mendonça conta que 51% dos demandantes por crédito até julho atuavam na informalidade ou precisavam do dinheiro para desenvolver atividade complementar. Exemplo é um fotógrafo que precise investir na aquisição de câmera. Não necessariamente ele tem de trabalhar com isso como principal fonte de renda, pode ser para fazer trabalhos como freelancer. O restante, 49%, eram pessoas jurídicas e, a metade, empreendedores individuais, Eirelis (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada, que não precisa de sócio e, assim, elimina a figura do laranja) e microempresários.

Para conseguir o crédito é preciso demonstrar a finalidade da operação, já que a entidade não desembolsa recursos para o pagamento de dívidas, mas para o incremento do trabalho, como a compra de máquinas, equipamentos e matérias-primas. Quem estiver com o nome sujo não consegue obter o empréstimo.

Fonte: Diário do Grande ABC

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