18/10/2012 12:15
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) assinou ontem contrato para a liberação de R$ 1,7 milhão ao Banco do Povo Crédito Solidário, de Santo André. A entidade oferece microcrédito em Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá e Ribeirão Pires.
Com o dinheiro do BNDES, o Banco do Povo atingirá com facilidade a meta de emprestar R$ 12 milhões neste ano, disse o diretor administrativo e financeiro, Fábio Maschio.
Segundo o diretor executivo do Banco do Povo, Almir da Costa Pereira, que também é presidente da Abcred (Associação Brasileira de Entidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças), o valor pode dobrar na economia do Grande ABC, ou seja, movimentar R$ 24 milhões.
O microcrédito é um empréstimos com cunho social, para microempreendedores da baixa renda. No Banco do Povo, os empréstimos são liberados para grupos entre quatro e sete pessoas, tendo em vista que 50% podem ter restrições cadastrais. A taxa média de juros das operações é de 3,9% ao mês.
ACORDO FECHADO
A assinatura ocorreu ontem, durante o primeiro dia do Seminário Internacional da Abcred, no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, em Santo André. O evento, que encerra hoje, tem como objetivo debater assuntos que contribuam para a autorregulação do setor de microcrédito nacional.
Além da Abcred e BNDES, estavam presentes representantes de associadas de vários Estados, BC (Banco Central), MTE (Ministério do Trabalho), Sebrae (Agência de Apoio ao Empreendedor e Pequeno Empresário), Caf (Bando de Desenvolvimento da América Latina), Forolac (Fórum Latino Americano e Caribenho de Microfinanças) e Finrural (Associação de Instituições Financeiras de Desenvolvimento da Bolívia).
REGRAS
Hoje, a Abcred assina, durante o seminário, a Carta de Autorregulação e Compromisso dos Associados para dar início ao processo de normatização do setor, que atende atualmente 200 mil clientes e libera R$ 400 milhões anuais. “Esperamos a maturidade da autorregulação em três anos”, disse o presidente da entidade.
Superintendente no BNDES, Marcelo Cardoso acredita que maturidade da autorregulação levará as entidades a um cenário de maior liberação de recursos para poder emprestarem.
Chefe do departamento de normas do BC, Rodrigo Porto avaliou a atitude como muito importante para ajudar na inclusão financeira no País.
Fonte: Diário do Grande ABC
