25/11/2009 10:57
A gigante francesa Rhodia deverá, em 2010, fazer novas aquisições no segmento de etanol, segundo informações do presidente mundial, Jean-Pierre Clamadieu, em visita ao Brasil para a comemoração dos 90 anos da empresa. “A prioridade é encontrar empresas que ajudem a Rhodia a crescer em mercados prioritários”, disse o executivo, que também anunciou investimentos de R$ 200 milhões no Brasil até 2014.
Questionado sobre o destino do montante, o executivo não revelou detalhes. No entanto, as linhas de poliamida, plástico de engenharia e fios têxteis devem ser algumas das beneficiadas com o plano de expansão da companhia. Uma das prioridades apontadas pela empresa, agora, é realizar aquisições para o suprimento de etanol para a geração de energia proveniente da biomassa. “Hoje, gastamos cerca 140 milhões de litros de etanol por ano”, enfatizou o presidente da companhia para a América Latina, Marcos De Marchi, salientando o fato do Brasil ser o maior produtor de etanol do mundo. O crescimento do mercado brasileiro tem chamado a atenção da fabricante francesa e já está sendo um foco para novos investimentos. Hoje, com uma das maiores fatia do mercado mundial, a Rhodia tem o seu maior faturamento no Brasil. O País representou 17% do total faturando pela empresa em 2008, anotando US$ 1,23 bilhões. Já n a França o faturamento da companhia representou 7% do total.
Atualmente, a principal preocupação da empresa é a valorização do dólar. “A questão primordial agora é se o Brasil pode ser uma plataforma para exportação. Hoje, exportamos 30% da produção brasileira”, afirmou De Marchi. Um exemplo, é que a exportação de têxtil não passa de 10%.
Mercado
Segundo o presidente da Rhodia da América Latina, o terceiro trimestre deste ano foi o melhor de 2009 até o momento, na comparação com o ano anterior. “No primeiro semestre de 2009 ficamos 27% abaixo em relação ao ano passado. No segundo trimestre ficamos 20% abaixo do mercado, porém neste terceiro trimestre fechamos redução de 10% em relação ao ano anterior”, afirmou o executivo da Rhodia.
Um dos segmentos que deve apresentar crescimento em 2009 é o têxtil, que deve anotar incremento de 4% na comparação com o ano anterior.
Mercadorias
Os novos produtos desenvolvidos recentemente no Brasil foram o Emana (fio têxtil com propriedades terapêuticas para roupas que combatem a fadiga muscular e os sinais de celulite), produtos como solventes derivados de fonte renovável (Augeo), novas aplicações de microfibras, fibras, plásticos de engenharia (Technyl@) e sílica – Zeozil 185 GR . Novos produtos para Home e Personal Care também chegaram há pouco tempo para fomentar o mercado.
Já na área de investimentos houve a ampliação e produção de intermediários químicos (fenol, acetona e ciclohexanol) e uma unidade industrial de abatimento de gás e efeito estufa.
Os próximos passos da companhia nas próximas décadas no Brasil estão diretamente ligados à inovação e ao desenvolvimento sustentável. “O País tem uma série de matérias-primas e recursos naturais ligados à sustentabilidade. Um exemplo, é o etanol e todas as possibilidades de sua exploração química e energética”, afirmou o presidente da Rhodia América Latina.
O mercado de desenvolvimento sustentável já possui um faturamento de 30% de produtos. Para o próximo, a empresa acredita que o boom do setor será a sílica, um produto diretamente ligado ao assunto. Investir em inovações alinhadas à química sustentável que valorizam o uso de fontes renováveis, reduzem o consumo de recursos não renováveis e energia e contribuem para menor emissão de CO² são uma das prioridades .
Aquisições
Rumores de mercado cogitam que a unidade de agroenergia da Rhodia tem interesse de adquirir duas usinas do grupo Equipav, que estão sendo disputadas pela VREC (Vital Renewable Energy Company) e por empresas tradicionais do setor sucroalcooleiro, como a Bunge e a Cosan.
A gigante francesa Rhodia deverá, em 2010, fazer aquisições no segmento de etanol, segundo o presidente mundial Jean-Pierre Clamadieu, que também anunciou aportes de R$ 200 milhões no País.
Fonte: DCI
