ABC na pauta de investidores

05/11/2009 09:47

A região de São Paulo será o maior exportador de petróleo do País, a partir de 2015. Essa perspectiva, feita por analistas desse mercado de petróleo e gás, tem motivado cada vez mais várias regiões do estado a se prepararem para receber diversos novos investimentos. A região do ABC paulista é justamente uma delas, que na semana passada recebeu empresários, cônsules e embaixadores de diversos países no 1° Fórum Internacional de Relações Multilaterais Econômico-Comerciais.

A posição de destaque econômico do Brasil no cenário internacional é sempre lembrada, criando um link para que cada cidade possa se apresentar como o novo eldorado para os investimentos nacionais e estrangeiros. São Bernardo do Campo, cidade de que conta hoje com 800 mil habitantes, 9.000 empresas instaladas, berço da indústria automobilística do Brasil e a “menina-dos-olhos” do presidente da República, que por ali iniciou sua carreira política e sindical, organizou evento para mostrar o que é que o ABC Paulista tem.

“Somos a primeira cidade do Planalto paulista e por isso mesmo estamos em uma localização estratégica, entre a capital e o Porto de Santos”, resumiu Ricardo Drago, diretor da DB Transnational, empresa especializada em logística, com atuação nos mercados local e internacional.

Drago destaca ainda que o Rodoanel “já é parte da infraestrutura que o Brasil sempre reclamou para crescer” e que a sua empresa – sediada em São Bernardo do Campo e com filiais no Nordeste e em Nova Iorque, Estados Unidos – está atenta ao crescimento do estado e do país, de uma forma geral, lembrando que em 2015″. “São Paulo será o maior exportador de petróleo do país e haverá muito o que distribuir”.

Cacau

Maior produtor mundial de cacau (responde atualmente por 40% do total, enquanto a Bahia fica aproximadamente com 4%) e exportador para o Brasil, inclusive, a Costa do Marfim (ou Côte d’Ivoire, no original, e como o país prefere ser denominado), com renda per capita de US$ 1.700) se fez presente ao evento. O cônsul Tibe Bi Gole Blaise disse que o país adotou o sistema brasileiro de mecanização agrícola e que estava lá para conhecer oportunidades de negócios e, sobretudo, comprar equipamentos. Acredite: a balança comercial entre os dois países é desfavorável ao Brasil, atualmente em US$ 100 milhões. Compramos muito mais cacau do que vendemos máquinas e outros produtos manufaturados para aquele país africano. Na análise de Tibe Blaise, isso acontece “porque o Brasil é muito tímido com os países francófilos”.

Açúcar

Com a Índia a situação também é pouco clara, no que se refere à balança comercial. Até 2008, a balança era favorável ao país de Mahatma Gandhi em US$ 4,6 bilhões. Um dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), importa do Brasil óleo crú (petróleo), aviões (Embraer) e açúcar e exportam equipamentos para usinas hidrelétricas, motores e fios para a indústria têxtil.

Em 2009 a balança será favorável ao Brasil, observa a cônsul Abhilasha Joshi, que esteve presente ao evento muito mais para ouvir. Segundo ela, o ponteiro da balança comercial muda de lado este ano em razão de uma alta carga de açúcar brasileira que a Índia está levando para adoçar os seus chás e outras receitas gastronômicas.


Fonte:
DCI

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