14/09/2011 15:25
As associações comerciais do ABC têm boas expectativas de vendas para o Natal deste ano, contrariando a recente projeção de um fim de ano “magro” da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), que reduziu o aumento nas projeções de vendas de 7% para 5%. Apesar de positivo, o acréscimo é bem menor que o registrado em 2009 e 2010, quando a taxa foi de 15%. Na região, as projeções variam entre 6% e 8%.
De acordo com Antonio Corrêa, presidente da Aciam (Associação Comercial e Empresarial de Mauá), a expectativa é que as vendas aumentem cerca de 8% em relação ao Natal de 2010. “Acredito que a crise econômica mundial não influenciará nas vendas, pois o mercado financeiro nacional está aquecido o que impulsiona o consumo nos grandes centros comerciais. Em Mauá observamos que as vendas já estão mais aquecidas, uma vez que houve o crescimento de 53% nas consultas na comparação de agosto de 2011 com agosto de 2010. Neste segundo semestre e a tendência é que continue até o final de ano”, destaca.
A opinião é compartilhada pelo presidente da ACE (Associação Comercial de Diadema), Gildo Freire de Araujo. A projeção do comércio no município é de crescimento nas vendas entre 6% e 8% em comparação ao ano passado. Apesar de reconhecer que a crise econômica já esteja afetando o País, Araújo descarta uma influência no consumo para o Natal. “Não acredito que isso tenha reflexo imediato em Diadema que, na contramão deste cenário, vem crescendo de forma excelente e muito otimista”.
Segundo o assessor da presidência da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Nelson Tadeu Pereira, ainda é cedo para apontar estimativas de vendas, mas o cenário é otimista. “A massa salarial da região aumentou, já que muitos dos trabalhadores conseguiram aumentos reais acima da inflação e irão receber a PLR (Participação nos Lucros ou Resultados)”, analisa.
Entre os produtos que devem ser mais procurados pelos consumidores estão os eletrônicos, eletrodomésticos, vestuário, cosméticos e calçados.
Indústria
Apesar do otimismo do comércio, a indústria anda em cima do muro quando o assunto é vendas para o Natal. De acordo com Mauro Miaguti, diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) São Bernardo, as contratações para o fim de ano não estão no ritmo esperado e isso é um sinal amarelo. “Ainda não temos como avaliar os efeitos da crise. O que vemos é um cenário de instabilidade”, avalia.
Para Miaguti, a principal preocupação da indústria no momento é a invasão dos produtos importados devido à baixa do dólar, principalmente produtos vindos da China e Índia. “Um exemplo é a indústria dos brinquedos, que aqui no Brasil segue rígidos padrões de qualidade e que não consegue competir em preço com os brinquedos chineses, muitas vezes fabricados com mão-de-obra praticamente escrava”, reclama.
Fonte: Repórter Diário
