Déficit do setor de autopeças triplica

17/08/2010 11:17

Cresce no setor de autopeças a ameaça dos componentes importados. Resultados conjunturais apresentados ontem na sede do Sindipeças, entidade nacional que reúne indústrias de autopeças, revela que o déficit da balança comercial está em forte ritmo ascendente. O déficit mais que triplicou desde 2007 e o cenário é de um mercado cada vez mais abastecido por importados vindos da Coreia, China e Leste Europeu. Segundo o executivo do Sindipeças, Américo Nesti, o problema do setor não é isolado. “Outros setores enfrentam o mesmo problema”, afirmou ele.

O executivo se mostra otimista, em relação a retirada gradual do redutor da tarifa de importação para autopeças . “Houve uma certa morosidade na decisão governamental, mas a medida já chegou e é importante para proteger a indústria local de componentes”, disse.

O Sindipeças também apresentou ontem um estudo que detecta os principais gargalos de produção. Para 84 empresas, com faturamento total de R$ 23,6 bilhões, o segmento metalúrgico é o que apresenta as maiores dificuldades de entregas para as montadoras. Outros gargalos que surgiram na pesquisa estão relacionados com a capacidade instalada das indústrias e dificuldades de aumentar a produção.

A maioria das empresas – 87% dos pesquisados – pretende fazer investimentos de cerca de R$ 3 bilhões, nos próximos cinco anos, em suas instalações.

Fundição

O Ministério do Desenvolvimento pediu ao presidente da Associação Brasileira de Fundição (Abifa), Devanir Brichesi, apoio para a formação de um grupo de trabalho e para o fornecimento de informações, para dar continuidade na avaliação e adequação dos atuais procedimentos relacionados com a importação de ferramentas e moldes, de uma maneira geral e em particular dos usados.

O pedido é consequência do ofício entregue ao ministro Miguel Jorge, por Brichesi, no último dia 4 de agosto, propondo a eliminação imediata da importação de ferramentas e moldes usados.

Fonte: DCI

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