Confiança do consumidor segue estável em agosto

22/08/2011 14:09

Os consumidores paulistanos continuam confiantes no mês de agosto, segundo o resultado do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do município de São Paulo, apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). No período, o indicador manteve estabilidade com ligeira variação de -0,1% ao atingir 152,7 pontos em agosto ante 152,9 em julho, em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e demonstra otimismo quando acima dos 100 pontos.

O Índice de Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede o grau de satisfação dos consumidores com o momento atual da economia, assinala agosto com queda de 0,5%, ao passar de 150,6 em julho para 149,8 pontos em agosto. Segundo o resultado do segmento, os consumidores com idade superior a 35 anos foram responsáveis pelo amortecimento da queda devido à alta de 4,2% ao atingir 147,8 pontos em agosto ante 141,8 pontos registrado em julho. Já o otimismo das mulheres em relação às condições atuais também contribuiu para minimizar o recuo por sinalizar elevação de 3,8% frente a julho. Entretanto, a queda da confiança do público masculino fez com que o indicador recuasse 4,2% ao assinalar retração de 158,3 pontos em julho para 151,6 em agosto.

Já o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), quesito responsável por medir o nível de otimismo do consumidor em relação à situação econômica em um futuro próximo, apresenta alta de 0,1% ao subir de 154,5 pontos em julho para 154,6 pontos em agosto. O resultado demostra assimetria entre os gêneros, o público masculino se mostrou menos otimista com a situação presente, mas registrou percepções mais otimistas sobre suas expectativas com variação positiva de 2,2% ao atingir 161,1 pontos em agosto ante 157,7 pontos em julho. Porém, o público feminino que apresentou elevação de confiança na situação atual, assinala queda de 1,8% ao passar de 151,1 para 148,4 pontos entre os meses de julho e agosto, respectivamente.

Para a Assessoria Técnica da Fecomercio apesar do nível de confiança ainda estar em um patamar elevado, sobretudo, pelos excelentes resultados do mercado de trabalho, é razoável afirmar que, diante de um cenário menos favorável e com percepções de que o ritmo da atividade econômica está desacelerando, o consumidor incorpore a situação em suas avaliações, ajuste as expectativas em relação ao presente e tenha perspectivas ligeiramente menos otimistas.

Fonte: Fecomercio

Notícias relacionadas