Comércio paulistano tem 37,7 mil novas admissões em agosto, aponta Fecomercio

28/09/2009 13:23

Segundo a análise da Fecomercio com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (CAGED), esse resultado gerou um crescimento de 4,4% no comparativo com o mesmo mês de 2008.

“Com o aumento no nível de emprego pelo quinto mês consecutivo, os empresários do setor varejista apostam na recuperação das vendas”, afirma Flávio Leite, estatístico da Fecomercio. Ele observa que por trás desta bem-sucedida sequência de crescimento nos empregos formais no comércio varejista, verifica-se um cenário econômico que vai alcançando os patamares de otimismo em que o país se encontrava no período que antecedeu a crise.

Setores em alta

Os setores que abriram mais vagas em agosto foram: Vestuário, Tecidos e Calçados (5,7%), Farmácias e Perfumarias (4,7%), Supermercados (Alimentos) e Materiais de Construção (4,5%). Da mesma forma, eles também foram os que tiveram as maiores taxas de demissão: 4,2%, 3,6% e 3,4% respectivamente.

O gráfico abaixo mostra uma tendência crescente no número de admissões. Este cenário vem em uma trajetória de recuperação desde dezembro de 2008.

Ao observar as demissões, o varejo vem mostrando um cenário de queda desde março de 2009, quando a taxa de demissões apontou 4,4%. Em agosto, o número de demitidos alcançou 3,4% no setor. Para Leite, com esse crescimento na taxa de admissão e redução na taxa de demissão, as empresas varejistas se mantêm otimistas quanto ao rumo de seus negócios para 2009.

No resultado geral, a rotatividade do comércio apontou taxa de 3,9% em agosto de 2009.

Salários em tendência de redução

Os salários médios nominais do comércio varejista permaneceram praticamente estáveis em agosto: R$ 1.260,00 ante os R$ 1.268,00 em julho. Os maiores salários foram oferecidos nas Lojas de Departamentos (R$ 2.224,00), Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (R$ 1.723,00) e Concessionárias de Veículos (R$ 1.662,00). Por outro lado, os menores salários foram em Supermercados (R$ 1.064,00) e Materiais de Construção (R$ 1.116,00).

Segundo Leite, apesar do cenário favorável com relação à contratação de mão-de-obra no comércio, nota-se que os salários médios nominais estão em uma tendência de redução, o que pode ser atribuído à rotatividade dos segmentos, em que um empregado novo é contratado com salário ligeiramente menor ao anterior, favorecendo a trajetória decrescente do indicador.

Confiança do consumidor

Do lado do consumidor, há sinais claros de recuperação na confiança. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fecomercio está aumentando, da mesma forma que o endividamento calculado por meio da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), também da Federação, está em alta. “A intenção de consumo continua em alta e as perspectivas para o comércio são positivas. Ainda é interessante lembrar que a oferta de crédito continua em expansão, bem como a demanda por financiamentos

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